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terça-feira, 12 de março de 2013

quanto


trago a chave da escuridão
cravada no peito
erros tatuados na pele
nada foi claro ou reluzente
durmo com dois olhos abertos

quero que diga meu nome
o sussurre quando estiver sozinho
quando nada puder ser feito
se quiser fugir para perto

me diz baixinho o que sobrou da gente
e não me venha de olhos fechados
que esperam beijos em pálpebras
nem com essas mãos delicadas
que tocam espectro de crenças
e sonhos com a vida passada

certeza é que nunca seremos transparentes
aquela que foi melhor pior noite
e talvez me esqueça dela
como me esqueci de tantas
pagou meu preço
e foi justo

Um comentário:

Larissa Marques disse...

como já te disse, você traz a leveza das mãos de mármore... Esselin, você me inspira, a maneira que olha as coisas me encanta. é uma satisfação ter você como parceiro. admiro muito você!