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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010



a solidão não me aflige mais
esse estágio passageiro
de quando não me basto
vasto à sangria das horas fúteis
entregue à loucura do tempo

vivi o aconchego do estrangeiro
que se entrega ao banho amoroso
de um estar novo e febril
desenhei seus olhos famintos
e deleitei-me em elogios ao profano

mas ao me perceber só diante de mim
desisti da utopia do querer
não há dor maior que o amor
que nasce, goza e morre só
nuvem torpe que cega e chove

a vida me aflige mais
tormento constante de ser
mais um derrotado e ignorante
que crê firme na vitória com luta
e devota-se à paixão insana.

2 comentários:

Basilina disse...

Larissa, gostei deste poema,pela abordagem direta ao tema e sua tessitura. Estilo contundente, mas empolgante.

Larissa Marques disse...

obrigada, querida!