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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

canino I



Série Arcada

canino

I
mordedura revelada
sem ater-se à presa
ou à agonia
do olho dilacerado

quatro lâminas a se tocar
nas pontas afiadas saboreia
a devoção ao sangue
refestelada na língua

entrega-se aos recortes
miúdos e quase mudos
à dor alheia
à liberdade entre os dentes

e ao nocauteado resta a lona
os caninos cravados
na nervura da carne
do confete rubro no chão.

3 comentários:

Iriene Borges disse...

O blog é belo, poesia e poesia, digo, fotografia!!

Carlos Rímolo disse...

Querida Larissa!
Seu Blog é lindo e seu conteúdo melhor ainda. Magnífico. Adorei essa poesia. É bem reflexiva, mas bela!
Um beijão e meus parabéns!
Poeta Cigano.

Larissa Marques disse...

grata aos queridos leitores, e essa minha parceria com Esselin muito me acrescenta!
beijos!